sexta-feira, 28 de março de 2008

a lenda do croissant .....

Eu não sabia mas claro que ele sabia.....o maridoco sabe tudo. Quando li sobre a possível origem do croissant do livro "A ponte das turquesas" fiquei encantada com os detalhes da descrição da Fernanda de Camargo-Moro. Sempre pensei que tivesse sido inventado na França mas caí do cavalinho. Lendo e aprendendo.....isso é bom demais. Aliás à medida que avanço minha leitura neste livro encantador tenho vontade de recomeçar tudo de novo. Segue abaixo o trecho do livro "A ponte das turquesas", de Fernanda de Camargo-Moro sobre o croissant. Já falei aqui e aqui um pouco sobre o livro. Assim vocês podem ter uma idéia da riqueza de detalhes deste livro que tanto me fascina.

"As meias-luas folhadas pouco a pouco se tornaram uma lenda ligada ao café da manhã francês. Poder-se-ia dizer que elas receberam verdadeira cidadania francesa, tal o entusiasmo de franceses e não-franceses ao pedirem de manhã bem cedo um croissant bem quentinho. (...)
Mas por que esse nome? Tem a ver com a forma de Lua Crescente? Terá alguma coisa a ver com mulçumanos?
São duas lendas associadas à sua origem que se prendem ao Império Otomano, à Austria, Hungria e França, a padeiros especializados (...).
Uma delas diz que o croissant foi inventado em 1683, em Viena, capital do Império Austro-Húngaro. Na época, o Império Otomano se expandira pela Ásia Menor, África do Norte e os Bálcãs, chegando até as vizinhanças de Viena, capital da Áustria. Na tentativa de aumentar ainda mais suas possessões na Europa, já que a Grécia e outros países Balcânicos tinham se tornado turcos, eles tentaram se apossar do Império dos Habsburgos, o austro-húngaro, que servia de obstáculo às investidas turcas na Europa, a qual várias vezes haviam tentado invadir sem êxito.
Contam que no cerco de 1683 a Viena, quando os turcos-otomanos escavavam túneis durante a noite sob as muralhas da cidade, os padeiros da cidade, acordados por causa do pão do dia seguinte, deram o alarme e os turcos foram repelidos. Para comemorar a vitória sobre os inimigos graças à sua intervenção, os padeiros fizeram pães folheados com a forma do símbolo turco, o Quarto Crescente, para que os vienenses tivessem a oportunidade de, ao comê-los, destruir o símbolo dos seus inimigos. A mesma lenda é contada envolvendo a invasão de Budapeste, capital Húngara, em 1686.
Mais tarde, Maria Antonieta, a última rainha da França nascida na capital austríaca, Viena, ao se casar com o rei da França, ainda adolescente, trouxe o croissant, que era uma especialidade da sua preferência.
Verdade ou não, o que se sabe é que não existem registros de receitas para fabricar croissants em nenhum livro de culinária francesa antes do século passado. (...)
Há ainda uma outra teoria segundo a qual a criação do croissant passa das mãos dos padeiros austríacos ou húngaros para os turcos, que, desde sua época de nomadismo nas estepes, já faziam a yufka, dela nascendo os folheados."
trecho do livro "A ponte das turquesas" , Fernanda de Camargo-Moro.

20 comentários:

Dani Rollemberg disse...

Como é bom descobrir a origem, tão longinqua, de paladares tão atuais.
Bjs

Laurinha disse...

ADorei, obrigada Fabrícia........ de francesa não tenho nadica - quis dizer de ascendentes, mas de paladar, aiai, tenho um pé na França sim sra!
Beijinhos,

Sylvia disse...

Pois é Fabricia também achava que era frances, ate o dia que fiz minha primeira e por ultima vez ( da muito trabalho)receita. Pesquisando achei a mesma historia
Beijos
http://lavidaenbuenosairesyafines.blogspot.com/2007/07/acredita-que-o-croissant-francs-quem.html

Luciana Macêdo disse...

Saborear um croissant com geléia é de viver...adoro.
Fiquei com vontade de ler este livro, parece bem interessante.
Bjs!

Gourmandise disse...

Ainda não li este livro...mas está na lista de aquisições faz tempo!
bjo,
Nina.

Leila disse...

Oi Fabricia. pois é sumi mas voltei. :)
eu amo croissant e tb achei que fosse inventando na Franca.
obrigado pelo post. Bom final de semana. beijinhos

Thais disse...

Oi Fabrícia... fiquei superempolgada com a culinária que você trata no blog. Você toparia fazer algumas sugestões para eu colocar lá no Comer É Um Barato? is ser muito legal.
Aguardo seu retotno.
bjos
http://www.comereumbarato.globolog.com.br

Bárbara disse...

adorei a história, fá! eu também não conhecia!
beijos

laila disse...

é eu conhecia um pouquinho dessa historia...e é deliciosa...assim como os croissants...bjs

nievesdq disse...

Fabricia, aunque tengo que leer despacio para comprender, la historia es tan bonita, y desconocida para mí, que me ha encantado. Ahora sé que tiene forma de luna (símbolo turco) para que los vieneses se vengaran. Siempre creí que el croissant, era francés.
Nunca hice croissants, y me encantan, pero me parece una receta tan elaborada... :-)
Gracias por tus explicaciones, y un fuerte abrazo.

Carol disse...

Lindo Fabricia, muito legal, vou tentar achar este livro por aqui e pedir de presente de aniversário pro maridoco. rsrs. Obrigada eplas visitas ao meu bloguinho, que bom que gostou. Te linkei lá, ok? Grande Beijo!!

Goreti disse...

Mais um apêendice da culinária nos foi revelado...é muito preciosa essa interação, pois além da receitas ampliamos cada vez mais o leque de conhecimentos culturais diversos... hoje aqui...amanhã ali...Nice!!!

Beijos!!!

Odete disse...

Tambem gosto muito de ler historia sobre comidas. Li em algum lugar que comida com historia tem mais sabor...acho que tem mesmo!
beijo e bom Domingo.

Valentina disse...

Vivendo e aprendendo.bjocas e boa semana.

Marcia disse...

Muito interessante, Fa! O livro deve ser o máximo... Bjks

historias na cozinha disse...

Querida, comprei o livro com a sua dica, obrigada de verdade, eu como uma leitora voraz, estou amando tb o livro, beijocas dacozinha, Célia.

Cláudia disse...

Adorei a história dos croissants.É delicioso saber a origem das coisas.

bjs

pimenta rosa disse...

fiquei super curiosa com esse livro, vou ver se existe cá à venda cá por portugal

bjs
cozinhandoverde.blogspot.com

Marcos Silveira Bernardes disse...

Fabricia. Achei a quase receita da sopa vermelha, pelo que entendi, associada a passagem do seu pai pela Casa do Estudante Universitário em Piracicaba. Quem é o paizão? Pois preciso espalhar essa história e o seu (Fabricia) blog na comunidade esalqueana (ESALQ, escola onde está a CEU). Gabiroba, formado na ESALQ e hoje professor lá. Gastrónomo nas horas vagas, realizando testes de comidas que outros preparam.

Fabrícia disse...

Olá Marcos,
meu pai se formou na turma de 75. Era conhecido como Mococa ... seu nome é Vilson Rocha. Vou perguntar para ele se te conhece. Pelo que entendi seu apelido é Gariroba .... Grande abraco ...e-mail: fabrirocha@gmail.com